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CAPTAÇÃO de RECURSOS na ERA PÓS COVID-19

O ano de 2020 apresentou ao mundo a maior crise humanitária das últimas décadas, exigindo uma reação imediata das Organizações da Sociedade Civil, para prestar apoio emergencial às suas comunidades.


No Brasil, esta urgência gerou um valor recorde de investimento em filantropia, como mostra o monitor de doações da ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos), com mais de R$ 5,9 bilhões doados.


É um resultado interessante para o setor, revela Rodrigo Alvarez, diretor da Mobiliza e coordenador do Estudo Impacto Covid-19 nas OSCs Brasileiras: da Resposta Imediata à Resiliência, realizada em parceria com a consultoria Reos Partners. No entanto, as emergências normalmente criam este movimento na sociedade, que diminui após o pico da urgência.


Alvarez completa: "É importante notar que estes valores estão sendo investidos para resolver desafios novos, e portanto, não estão apoiando demandas anteriores, que já necessitavam desses recursos doados".


O estudo mostra que 87% das organizações pesquisadas relataram ter todas ou parte de suas atividades principais interrompidas ou suspensas por conta da crise. Ainda segundo o estudo, 73% das OSCs relatam que a crise as 
enfraqueceu muito (36%) ou parcialmente (37%).


O cenário é de preocupação, pois mostra que as OSCs devem ter dificuldade de captação de recursos neste e nos próximos anos, enquanto a situação emergencial aumenta a exigência de seus serviços e recursos. E pode ser agravado pelos desafios econômicos impostos pela pandemia.


Alvarez relembra que, pela sua experiência de 20 anos no setor, normalmente quando os índices da economia vão mal, o volume de doação tende a cair.


Mas há algum lado positivo nessa história? Será que este movimento vai incentivar o crescimento da cultura de doação no Brasil? Segundo a pesquisa, 42% das OSCs acreditam que este hábito irá crescer, mas com foco em assistência social e saúde, enquanto 27% acreditam que pode aumentar de forma geral. Portanto, apesar dos desafios, parece existir um sentimento positivo de esperança entre as OSCs.


E o que as OSCs podem fazer para ampliar sua mobilização de recursos em um cenário tão desafiador? A pandemia mostrou que é importante estar atento ao movimento de transformação digital, que amplia a necessidade das organizações estarem preparadas para captar recursos no ambiente digital.


Entre os entrevistados, 53% responderam que tiveram aceleração do uso de ferramentas digitais para o trabalho e 40% indicaram mais engajamento e envolvimento da equipe.


Mas não é apenas uma questão ferramental. Rodrigo destaca que a captação digital pode dar escala à sua campanha de mobilização de recursos, mas é preciso ter uma rede formada em torno de sua organização - ou iniciar a formação da sua rede - para que sua campanha vá mais longe e divulgue suas formas de captação digital.


Considerando a importância desse tema, o Mercado Livre Solidário, em parceria com o Atados, está realizando o curso Mobilização Digital, com mais de 20 OSCs participantes, com o objetivo de apoiar a transformação digital das organizações sociais.


O sumário executivo do estudo está disponível neste link e a pesquisa completa será divulgada até o final de Julho nas redes sociais da Consultoria Mobiliza.


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